Vozes indígenas na Índia

19 Out 2015

Tudo o que você deve saber sobre o evento do Indigenous Terra Madre que se realizará na Índia no próximo mês de novembro…

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O Indigenous Terra Madre – que vai acontecer de 3 a 7 de novembro de 2015, em Shillong (Índia) – vai reunir representantes das comunidades indígenas do mundo inteiro, para celebrar as suas tradições alimentares e falar sobre como os conhecimentos tradicionais e o uso sustentável de recursos naturais podem contribuir para o desenvolvimento de sistemas alimentares bons, limpos e justos. Vejamos em detalhes:

Por que Shillong?
Na região nordeste da Índia moram mais de 250 grupos indígenas, sendo considerada uma das regiões com a maior biodiversidade biocultural do mundo. O evento será sediado por 41 vilarejos locais, contando com a participação de inúmeras comunidades do alimento, dando voz a alguns dos membros mais marginalizados da sociedade.

Qual o calendário?
Os eventos dos primeiros três dias serão organizados no Campus da North Eastern Hill University (NEHU), em Shillong, uma das Universidades federais da Índia. Oficinas e sessões plenárias sobre muitos temas importantes, entre eles: a soberania alimentar, os modelos alternativos (indígenas) de produção alimentar sustentável, a importância dos conhecimentos tradicionais o direito à terra, a diversidade dos idiomas indígenas e a preservação da agrobiodiversidade. No quarto dia haverá visitas no campo, em dez dos vilarejos que serão sede do evento, onde os participantes terão a oportunidade de passar um tempo e conversar com os membros das comunidades do alimento locais, em seus territórios. No último dia, haverá um festival do alimento e a cerimônia de encerramento, nas deslumbrantes colinas em volta do bosque sagrado de Mawphlang, a 25 km de Shillong.

Terra_Madre_Indigenous_2Quem vai participar?
Representantes de Canadá, EUA, México, Brasil, Colômbia, Chile, Argentina, Peru, Paraguai, Nicarágua, Equador, África do Sul, Egito, Angola, Botsuana, Uganda, Tanzânia, Etiópia, Quênia, Mali, Senegal, Mauritânia, Marrocos, Mongólia, Quirguistão, Cambógia, Tajiquistão, Austrália, Nova Zelândia, Ilhas Salomão, Vanuatu, Nova Caledônia, Ilhas Fiji, Indonésia, Filipinas, Japão, Papua Nova Guiné, Guatemala, Tailândia, Laos, Malásia, China, Rússia, Ucrânia, Alemanha, Noruega, Suécia e Holanda, participarão do evento.

Eles podendo interagir e conversar com representantes das agências das Nações Unidas, como o Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), organizações internacionais, organismos de pesquisa, cientistas e políticos, que defendem, cada vez mais, os povos indígenas e suas práticas antigas, que ajudam a preservar o equilíbrio ecológico.

É o primeiro evento desse tipo?
Não. A primeira edição do Indigenous Terra Madre realizou-se em 2011, em Jokkmokk, na Suécia, e havia sido organizado pela população Sápmi. Foi o primeiro evento Slow Food totalmente dedicado aos Povos Indígenas e contou com a participação de 300 delegados, procedentes de 31 países, 70 diversos grupos étnicos e 50 comunidades indígenas. O Indigenous Terra Madre 2015 será uma ótima oportunidade para avaliar os avanços realizados desde o último evento, além de chamar a atenção para a evolução do alimento e as questões agroecológicas relativas aos Povos Indígenas.

A segunda edição do evento é o resultado de uma colaboração entre o Slow Food, o Indigenous Partnership for Agrobiodiversity and Food Sovereignty (Indigenous Partnership) e a North East Slow Food and Agrobiodiversity Society (NESFAS).

Saiba mais:

 

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