Os 10 melhores vídeos do Terra Madre

23 Abr 2021

Sabendo que esta edição do Terra Madre seria em grande parte digital, sabíamos que precisaríamos apresentar mais vídeos do que nunca.

Além dos formatos agora já conhecidos, como conferências e fóruns realizados via Zoom e outras plataformas, queríamos oferecer algo novo.

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No final, optamos por dois formatos: o How It’s Made (Como é feito), que, como o nome indica, são vídeos mais práticos, mostrando uma receita, uma técnica, alguns aspectos práticos da produção alimentar; e os Food Talks, palestras de dez minutos sobre temas específicos, com especialistas apresentando sua visão do meio ambiente, da agricultura e da alimentação: uma imagem coletiva do futuro que queremos e precisamos.

Não tínhamos certeza de quantos vídeos poderíamos produzir durante os seis meses do Terra Madre, mas no final tivemos um tsunami de conteúdos: 45 Food Talks e 78 capítulos do How It’s Made! Porém, como a qualidade é para nós sempre mais importante do que a quantidade… para comemorar o fim desta jornada, decidimos fazer uma lista de dez dos nossos vídeos preferidos, que tivemos o prazer de apresentar durante o Terra Madre 2020-2021.

Portanto, sem uma ordem particular, aqui estão eles! Os 10 melhores vídeos do Terra Madre:

DAVID QUAMMEN – AS CONEXÕES ENTRE DESTRUIÇÃO ECOLÓGICA, PANDEMIA E OS ALIMENTOS QUE COMEMOS

Existem conexões entre a destruição ecológica, a pandemia e os alimentos que comemos. E são conexões importantes. Segundo David Quammen, todas as escolhas que fazemos como indivíduos e comunidades têm consequências. E essas consequências afetam a saúde dos animais, dos ecossistemas e nossa própria saúde. Alguns cientistas definem este conceito como “uma saúde”, destacando que o nosso bem-estar é interdependente.

ADOBONG MANOK: FRANGO COM CEREJAS E CANELA

Muitos pratos têm influências que se expandem e enriquecem ao longo dos anos, à medida que o próprio prato vai evoluindo. É o caso do Adobong Manok, uma receita de frango servido com cerejas e temperado com canela da floresta tropical de Cebu, nas Filipinas, uma receita com influências de diversas culturas. A nossa amiga Sweetie Maurillo nos guia pelas florestas, mostrando de onde vêm os ingredientes e, em seguida, mostrando como prepará-los. Nosso frango deve ser sempre orgânico e caipira: tem mais sabor e propriedades nutricionais!

JONATHAN FRANZEN – A BIODIVERSIDADE TORNA O AMOR POSSÍVEL

O que significa ser um continente verde? O que podemos fazer como indivíduos para tornar o planeta mais habitável? Qual é o curso de ação correto? Refletimos sobre algumas das grandes questões com o escritor Jonathan Franzen.

MARIANELI TORRES BENAVIDES – ÁGUA: UM BEM COMUM

O nosso planeta é coberto por 1365 km³ de água, 97% é salgada e apenas 3% é água doce. Toda esta água – salgada e doce – é a base de toda a vida no planeta para plantas, animais e seres humanos. Falamos da água como bem comum com Marianeli Torres Benavides, coordenadora nacional pela defesa do ecossistema dos manguezais no Equador.

KARSAMBAÇ – UMA SOBREMESA ÚNICA COM NEVE DE MONTANHA

Resul Kök é um colhedor de neve, nasceu em Çamlıyayla, uma cidadezinha no alto das montanhas Tarsus, sul da Turquia. Na primavera e no verão, Resul viaja a cavalo sozinho pelas montanhas, para recolher este gelo precioso, levando-o para a cidade, onde são adicionados xaropes doces, criando um dos segredos culinários mais bem guardados da Turquia. É o karsambaç: uma sobremesa feita com neve de montanha, um antepassado natural da granita e da raspadinha, uma especialidade popular de Tarso, apesar do pequeno número de pessoas que continuam colhendo a neve da forma tradicional.

O QUE É SEMEADO NO CAMPO: A MILPA

O nome milpa vem do Nahuatl, a língua original do povo asteca, e significa “o que é semeado no campo”. É um sistema mesoamericano complexo de consorciação de cultivos – em particular, milho, feijão e abóbora – que remonta à era neolítica. Durante muito tempo, a milpa representou a chave para garantir a segurança alimentar de muitos povos indígenas e rurais no México.

COZINHA DE RAÍZES – I-TAL É VITAL

Nós nos presenteamos com uma viagem à praia: mais especificamente, para Antígua, para descobrir o significado da cozinha i-tal, e o que significa usar ingredientes dadli, ou seja, de origem local, tradicionais e nativos de Antígua, também conhecidos como Wadadli pela população nativa. Quem nos guia nesta viagem é o chef rastafári Bongo First, que mostra como fazer uma sopa de legumes com taro, inhame, batata-doce e feijão, cozidos em leite de coco. Perfeitamente i-tal, perfeitamente vital!

MELANIE KIRBY – SEDUZIDA PELAS ABELHAS

Melanie Kirby, como tantas pessoas que trabalham nesse campo, fala da apicultura como de um processo de sedução, onde as abelhas seduzem os apicultores. O amor de Melanie por suas abelhas é um vínculo profundo, manifestado em linguagem poética, cheio de sentimento. Também foi amor à primeira vista, tornando-se ainda mais forte e autêntico na perspectiva de trabalhar num espaço sem paredes, com ar puro, flores e liberdade.

ESTROGONOFE DE CARNE

Da Rússia, um prato cujas origens ainda são debatidas. O estrogonofe é um dos grandes clássicos da cozinha russa do século XIX, que se tornou popular no mundo inteiro no século XX, com variações significativas da receita original. O estrogonofe de carne é composto de tiras de carne bovina, refogada e servida com a smetana, um molho de nata azeda preparado com nata fermentada e muito usada em toda a Europa Oriental. É um molho versátil, com sabor delicado e levemente ácido, que pode acompanhar tanto pratos principais quanto sobremesas, frias ou quentes.

CÉLIA XAKRIABÁ – OS PULMÕES DO MUNDO SÃO INDÍGENAS

A crise que estamos vivendo nos ensina que é necessário – e urgente – repensarmos, coletivamente, nossas vidas e nossa relação com os recursos naturais. E com os povos indígenas, cujos conhecimentos e cuja espiritualidade são fundamentais para a sobrevivência da raça humana.

É por isso que é importante entender que aqueles que sobrevivem à Covid-19, a essa guerra respiratória e planetária, terão que passar por uma segunda fase, igualmente dramática. Porque o planeta está em um estado febril, um estado de agitação. A sociedade, a humanidade, sem os povos indígenas, ficará com sede, mas só terá água suja. Uma sociedade sem os povos indígenas ficará com fome, mas só terá comida envenenada. A luta dos povos indígenas não é apenas para cuidar da Terra, é também para cuidar dos pulmões das pessoas, e acima de tudo os pulmões da Terra, que não estão bem. E os pulmões da Terra são indígenas.

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por Jack Coulton, [email protected]

Imagem da capa cortesia do www.independent.co.uk.

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