O Slow Food é quem o Slow Food faz: das comunidades, nova energia para o movimento internacional

28 Jul 2018

 width=O Slow Food nasceu há mais de 30 anos. Desde aquela época, muitas coisas mudaram no mundo e, consequentemente, dentro da associação que, ano após ano, tornou-se um movimento global de milhares de pessoas que compartilham uma visão comum, descrita na Declaração de Chengdu.

Os desafios que o movimento tem hoje são ambiciosos, urgentes e complexos e levam mais uma vez seus membros a imaginar como adaptar-se à realidade internacional para ter um impacto cada vez maior sobre os territórios e tornar a organização capaz de se adaptar às complexidades do mundo, transformando a filosofia em ações, campanhas, atividades e projetos concretos.

Por que é preciso mudar

São necessárias novas formas de agregação, mais simples e dinâmicas. O Slow Food já não pode pensar que pode influenciar e mudar o sistema alimentar e tudo o que está em volta, ficando isolado e com receio de se contaminar. É fundamental cruzar diversos caminhos, ouvir vozes que soam distantes: as comunidades Slow Food podem ser uma resposta.

O movimento deve ter a força e a capacidade de se abrir e ser inclusivo com as inúmeras pessoas com quem compartilha seus objetivos básicos: a luta contra o desperdício alimentar, contra as desigualdades, a preservação da biodiversidade, o agravamento da mudança climática, entre outros. O movimento deve colaborar mais de perto com outras associações, com os cidadãos individualmente, com as administrações locais, com as comunidades rurais, com os movimentos urbanos para detectar e reunir na rede todas as realidades que seguem a sua filosofia para democratizar a cultura, dando aos conhecimentos tradicionais a mesma importância dos conhecimentos científicos.

O caminho rumo às comunidades Slow Food

Tudo começou com a primeira edição do Terra Madre, em 2004. Desde então e até o último Congresso Internacional de Chengdu, o Slow Food começou um caminho claro, caracterizado pela inclusão, participação e compartilhamento. Um caminho quase obrigatório, que reflete a profunda complexidade do movimento e que evidencia, ao mesmo tempo, sua enorme riqueza de histórias, valores, conhecimentos e competências. Cabe ressaltar, porém, que tudo, desde sempre, começa localmente, nos territórios que, em nível regional e internacional, são o coração da missão do Slow Food: garantir a todos o direito a um alimento bom, limpo e justo, lutando enquanto esse direito ainda for negado a uma única pessoa do planeta. E é aqui que, graças ao trabalho do Conselho Internacional, a comunidade Slow Food pode desempenhar um papel importante. Um conceito profundamente arraigado na história do movimento com a rede do Terra Madre, mas que só hoje toma forma oficialmente.

O que é e como nasce uma comunidade Slow Food

Formada por um grupo de pessoas ativas em nível local, que compartilham a visão do Slow Food, a comunidade nasce com uma Declaração de Fundação, na qual se declara:

  • a adesão ideal ao Slow Food e aos princípios da declaração de Chengdu
  • o compromisso e o objetivo estabelecidos pela comunidade
  • as atividades, as iniciativas, os projetos que a comunidade realizará para alcançar o objetivo
  • a contribuição que a comunidade pretende dar para apoiar os projetos estratégicos da rede internacional (Fortalezas, Arca do Gosto, Hortas, Aliança de Cozinheiros, Campanhas…)

A declaração de fundação da Comunidade Slow Food

A declaração divide-se em três partes fundamentais. A primeira é a mais importante: contém a adesão ideal aos valores do Slow Food e ressalta a importância da comunidade como forma de agregação que representa e promove um sistema baseado em conhecimentos, relações, inclusão, segurança afetiva e democracia. A segunda parte descreve o modelo organizacional: todas as comunidades devem adotar referências comuns, as diretrizes sobre o uso da logomarca e alguns outros aspectos fundamentais, como a obrigatoriedade de ser aberta e inclusiva, e a proibição de exercer direitos de veto à criação de novas comunidades. Por fim, a terceira parte define claramente o objetivo da comunidade e seus compromissos. Assumir o compromisso de apoiar o movimento internacional representa sempre uma parte importante da história da organização: o Slow Food é um movimento global ao qual se adere, antes de tudo, para contribuir à causa comum. E essa contribuição, que pode se manifestar de várias formas, precisa de uma explicitação formal e de uma forma de adesão que aproxima todos no mundo.

As comunidades Slow Food rumo ao futuro

É este o futuro do Slow Food. A rota está traçada. O ano de 2020, quando será organizado o novo Congresso Internacional, será a oportunidade para avaliar quais os pontos fortes e fracos da nova organização e decidir as modificações necessárias para transformar o movimento. As comunidades Slow Food não serão o único ponto de referência da rede internacional: as organizações que já existem (Convivia, Fortalezas, etc.) continuam sendo as protagonistas da vida do movimento e completam o patrimônio extraordinário que representa a rede internacional do Slow Food.

Saiba mais: perguntas e informações

Para mais informações, visite a página das Perguntas Frequentes (FAQ).

 

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