Food For Change – Todo Alimento Vem Das Sementes

24 Jul 2018

Alguma vez pensamos nas sementes que geram os nossos alimentos? Quando fazemos compras ou cozinhamos, quantas vezes perguntamos quem produziu, selecionou ou comprou as sementes que foram usadas para produzir as nossas frutas e as nossas verduras, o nosso pão e a nossa massa, e mesmo a nossa carne, visto que os animais são alimentados com vegetais?

Verdade seja dita: quase nunca pensamos nisso. Mesmo os mais atentos e curiosos, que prestam atenção não só nas marcas, mas também nas práticas das diversas marcas, muitas vezes não levam em consideração este elemento.

 width=Mesmo aqueles que se dedicam, com cuidado e paixão, a sua horta em casa, muitas vezes não sabem de onde vêm ou como foram selecionadas e produzidas as plantas que cultivam: com frequência compram mudas que depois são transplantadas para os canteiros. Muito raramente compram as sementes, mas não sem orientação. Pouquíssimos sabem como obter novas sementes a cada ano sem ter que comprá-las, mas cultivando na própria horta as plantas que produzem.

O Slow Food sempre trabalhou com a questão das sementes. No espaço #foodforchange Sementes do Terra Madre Salone del Gusto, oferecemos muitas ideias para reflexão e oportunidades de degustação, para chegar à origem de tudo o que comemos.

 Fóruns para chegar à origem do nosso alimento

 

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© Oliver Migliore & Marco del Comune

 

Para entender melhor as sementes, como escolher e utilizá-las, não há nada melhor que cultivar sua própria horta. O Slow Food dedica dois fóruns a esta questão: Hortas nas Escolas, que começa com a experiência das hortas escolares de Alice Waters, em Berkeley, e descreve experiências semelhantes em todo o mundo; e Cultivando a Cidade, que dá um novo ponto de vista sobre espaços urbanos, meio ambiente, paisagem e relações sociais. É possível planejar e viver a cidade, criando sistemas alimentares mais articulados que considerem centros e periferias também como locais de produção.

Mas como selecionar e multiplicar as sementes que dão origem às nossas hortas? Podemos descobrir em O ofício do semencier, o guardião de sementes, um encontro dedicado a descrever os conhecimentos das comunidades ligadas à seleção e à reprodução de sementes. Aproveitaremos também para dar mais detalhes sobre o projeto Semeando a Biodiversidade, promovido pelo Eataly, com o Slow Food, Universidade de Palermo e a empresa produtora de sementes Arcoiris, que reúne produtores (de sementes e das respectivas hortaliças), distribuição e restaurantes, reduzindo toda a cadeia, da semente ao prato. No encontro Bancos, Bibliotecas e Celeiros, contamos as inúmeras experiências dos bancos de sementes comunitários, onde as sementes são renovadas todos os anos e são objeto de troca contínua entre os agricultores. Por fim, para descobrir como as sementes da antiguidade ainda estão vivas e produtivas, recomendo o encontro Jardins Históricos, Jardins Vivos, que nos põe em contato com fragmentos de um passado glorioso, árvores antigas, mas ainda produtivas e testemunhos de uma biodiversidade como poucas no mundo. Um deles é o jardim cultivado pelo memorialista e agrônomo russo Bolotov e o jardim das bananeiras (Fortaleza Slow Food) de Yogyakarta, na Indonésia, com mais de 300 variedades.

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© Oliver Migliore & Marco del Comune

Comparação de sementes. De um lado, falamos da Biodiversidade das Sementes como Resposta à Mudança Climática para mostrar como um sistema agrícola rico e diversificado está mais preparado para enfrentar as mudanças climáticas do que um sistema baseado em monoculturas. De outro, em Resistindo aos Ogm, mostramos diversas experiências comunitárias que dizem não a um sistema agrícola baseado em monoculturas e que têm seu ponto extremo nos Ogm (Este fórum será realizado na Sala Azzurra para permitir a maior participação possível). Ainda no tema da biodiversidade das sementes, o fórum A Rede do Milho, que compara os milhos que dominam o mercado, híbridos comerciais (com frequência, geneticamente modificados) com as inúmeras variedades locais, de grãos amarelos, pretos, brancos, roxos, de espigas mais ou menos longas, mais finas ou mais grossas.

E ainda, Sementes Oleaginosas nos leva para conhecer uma vasta família, espalhada por todo o mundo,  da qual fazem parte amêndoas, pistaches, avelãs, e também sementes de girassol, linhaça, gergelim e abóbora. De onde vêm as especiarias? é inspirado em um artigo escrito por Amitav Ghosh, onde ele lamenta que mesmo que o interesse pela origem dos ingredientes tenha crescido nos últimos anos, há uma categoria que ainda precisa ganhar a atenção dos “locavores”, apesar de darem uma contribuição essencial ao sabor dos alimentos: as especiarias.

 

Por fim, O Futuro está Debaixo dos seus Pés trata de uma questão estreitamente relacionada às sementes, pois se forem plantadas em solo fraco, infértil, não vão vingar. Todos os anos, no mundo todo, perdemos 24 bilhões de toneladas de terras férteis e mais de 60% das terras emersas são degradadas, com mais ou menos gravidade. Terras empobrecidas e contaminadas não podem produzir alimentos saudáveis e seu destino, em longo prazo, é se tornarem improdutivas. Precisamos aprender a respeitar e a preservar a fertilidade dos solos.

Os Laboratórios do Gosto para experimentar a excelência das sementes

Se você assistir a apenas um dos fóruns acima, seu conhecimento aumentará muito, mas se você participar de um dos Laboratórios do Gosto abaixo, seu paladar também sairá ganhando. Sobre os Laboratórios sobre arroz, sobre milho e experiências práticas de como iniciar e manter uma horta, já falamos aqui. Hoje mostramos todos os outros eventos que estamos guardando para você.

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© Oliver Migliore & Marco del Comune

  • Entre as cores e sabores das verduras. São tantas as variedade que podemos descobrir e experimentar: os coloridíssimos pimentões do norte e do sul da Itália, testados em deliciosas receitas como pimentão recheado e a insalata di rinforzo; os tomates como ingredientes do molho de pizza, mas também um intrigante Bloody Mary, sábado, 22 e segunda-feira, 24 de setembro. Sem esquecer a experiência das Verduras do “paraíso”, cultivadas e preparadas em de nossos lugares preferidos, a Osteria della Villetta di Palazzolo sull’Oglio, ou as Receitas do semencier, que nos trazem sabores quase perdidos. Ou ainda, os Agricultores biodinâmicos de Lucca, 12 empresas agrícolas dedicadas à produção de vinho e azeite de oliva extravirgem, e uma especializada na produção hortifrutícola.
  • com frutas frescas e secas, oferecemos algumas experiências doces, como Tempo das Maçãs, para experimentar o sabor das variedades antigas de maçãs, graças à inspiração do mestre confeiteiro Marco Sforza; Cores da Sicília, onde experimentamos os pêssegos protegidos por saquinhos, com polpa amarela, firme e doce, e o moranguinho de Sciacca e de Ribera, de um vermelho intenso e aroma único; e ainda Doces de Amêndoas: da Ásia ao Mediterrâneo ou Uganda: a Biodiversidade das Bananas e do Painço, dedicado a duas Fortalezas Slow Food e ao seu uso na cozinha, demonstrados pelos cozinheiros da Aliança Slow Food.
  • O mundo das leguminosas, que, por sua natureza, está presente tanto no espaço #foodforchange Sementes quanto no espaço Slow Meat, como alternativa vegetariana ao consumo de carne. Com China: o Reino do Mapo-Tofu, aprendemos a fazer uma receita de tofu picante e delicioso da cidade de Chengdu; em Egito: as Favas da Antiguidade, com o olhar de arqueólogos, exploramos as transformações da cozinha egípcia nos últimos 2.000 anos.
  • Por fim, os cereais, que produzem o fusillo de Felitto – farinha de trigo duro e ovos de produção local, um pouco de sal, um copo d’água, uma colher de azeite de oliva extravirgem, sempre de produção local –; tahine palestino, branco ou preto, dependendo da variedade de gergelim utilizada; e cuscuz tunisino de Tebourba, graças ao trabalho de uma associação de mulheres…

O menu é denso e riquíssimo. Se algum dos eventos lhe interessar, clique sobre o link em laranja e descubra como participar.

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© Oliver Migliore & Marco del Comune

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