Da China, os desafios do Slow Food para os próximos anos

01 Out 2017

congresso“Defender a diversidade em todas suas formas, trabalhar para reduzir as desigualdades e garantir a todos o acesso ao conhecimento”.

Com o alimento é possível mudar o mundo. O Sétimo Congresso Internacional do Slow Food encerra-se em Chengdu, traçando o caminho para percorrer nos próximos anos.

Este Congresso reitera o nosso rechaço ao atual modelo de desenvolvimento. Durante esses dias de trabalhos, os depoimentos da rede do Slow Food e Terra Madre confirmaram que já existem modelos alternativos e de sucesso. Até mesmo a jovem rede do Slow Food na China tomou esse caminho com determinação, assumindo um porte extraordinário, se pensarmos nos inúmeros desafios futuros que devem ser enfrentados nesse país”. Foram as palavras de Carlo Petrini, em seu discurso de encerramento do Congresso que o confirmou presidente, diante de 400 representantes da rede de 9 países.

Defesa da biodiversidade em todos seus aspetos, luta às desigualdades, difusão do conhecimento.

“Precisamos revitalizar a rede, as empresas justas, de pequena escala: em nível local, pequeno, temos força e poder para deixarmos uma marca. Há treze anos, a rede, para o Slow Food, é o Terra Madre. Precisamos ficar sempre ao lado dos mais humildes, apoiando-os no campo, defendendo-os nas feiras rurais, dando-lhes mais força, graças à aliança entre cozinheiros e produtores.

No encerramento do Congresso, foi aprovada a Declaração de Chengdu: a necessidade de lutar para que seja garantido a todos o acesso ao conhecimento, como direito comum, reconhecendo igual dignidade aos saberes tradicionais e acadêmicos; o rechaço à qualquer exclusão de caráter político, econômico e social; a preservação do meio ambiente como principal prioridade de nossa atuação, mesmo mediante campanhas; a necessidade de reiterar que a diversidade é a maior riqueza que temos como seres humanos e coletividade; o desejo de enfrentar a divisão injusta de riquezas e oportunidades em todos os níveis.

O Congresso também conferiu mandato à nova diretoria, para que defina, nos próximos três anos, uma transformação da estrutura organizacional, favorecendo uma maior inclusividade e abertura.

A governança, designada até 2020, é composta por 43 conselheiros, representando 32 países. Confirmados os membros do Comitê Executivo, (Carlo Petrini, Presidente; Paolo Di Croce, Secretàrio-Geral, Alice Waters (EUA), Edward Mukiibi (Uganda), Richard McCarthy (EUA), Ursula Hudson (Alemanha), Joris Lohman (Holanda) e Roberto Burdese (Itália), aos quais agregam-se: Georges Schnyder (Brasil) e Qun Sun (China) representando América Latina e Ásia, que não estavam incluídas no último Comitê Executivo.

Além da Declaração de Chengdu, também foram votadas seis moções, fruto de um grande trabalho coletivo:

  • “A mudança climática, nossas escolhas alimentares, a agricultura que queremos”;
  • “A África do Slow Food e Terra Madre”;
  • “A biodiversidade, os conhecimentos, as comunidades e as culturas tradicionais que queremos defender e apoiar”;
  • “Os conhecimentos indígenas, aliados chave para enfrentar os desafios globais”;
  • “A transmissão de conhecimentos, o acesso ao conhecimento, a Universidade difusa”;
  • “O plástico nos ecossistemas do planeta: uma ameaça para nossos alimentos e nossa saúde”.

O Congresso também renovou seu compromisso pela campanha “Menu for Change”, Cardápio de Mudanças, que foi lançada na inauguração, identificando o tema do aquecimento global e da relação entre mudança climática e produção e consumo de alimentos, como compromisso imediato para toda a rede.”

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