O Congresso Internacional Slow Food levará à China ativistas da alimentação provenientes do mundo inteiro

22 Ago 2017

O 7° Congresso Internacional Slow Food ocorrerá em Chengdu (China), de 29 de Setembro a 1° de Outubro. O evento reunirá inúmeros delegados que representarão o mundo todo: um total de 400 ativistas da alimentação, procedentes de 90 países width=

O Congresso Internacional será um momento crucial para a vida do movimento Slow Food, que reafirmará sua orientação em termos de política, estratégias, visão e organização tanto no plano internacional como nos planos nacionais, regionais e locais.

Os desafios das mudanças climáticas estarão entre os temas centrais: embora o Slow Food considere que a agricultura e a produção de alimentos represente uma das principais causas das mudanças climáticas, considera também que podem se tornar uma das soluções para o problema. A China é crucial para o sistema de produção de alimentos mundial e pode ter um papel decisivo nesse desafio global.

A China deve enfrentar um dos maiores dilemas mundiais da agricultura: como alimentar a um quinto da humanidade com apenas 7% de superfície disponível para a agricultura. Infelizmente, no passado a China adotou soluções baseadas numa industrialização poderosa e no uso de agentes químicos, com utilização excessiva de pesticidas e fertilizantes sintéticos. É evidente que, em decorrência das dimensões do país, de sua população e economia, o impacto ambiental desse sistema de produção repercute fortemente sobre o planeta.

A decisão do órgão executivo de Slow Food de realizar na China o 7° Congresso Internacional, vistas as razões citadas acima, considera-se uma decisão estratégica e um marco importante. Desde 1989, data de nascimento de Slow Food como associação internacional, o movimento tornou-se uma organização global para o alimento, envolvendo milhões de pessoas em mais de 160 países que trabalham para garantir que todos tenham acesso a alimentos bons, limpos e justos.

A rede de Slow Food na China trabalha, desde de 2015, em diversos projetos que visam salvar a biodiversidade e proteger a grande variedade de paisagens e habitats que caracterizam esse país.

“Graças à experiência das comunidades do alimento presentes no mundo inteiro, que defendem a resiliência dos próprios territórios locais e buscam um bem estar harmonioso e justos, nós de Slow Food podemos dar nossa modesta contribuição pautando possíveis rumos a serem percorridos” declara Carlo Petrini, fundador e presidente de Slow Food.

“Por isso, em Chengdu, devemos falar sobre clima, biodiversidade e nova economia, além de mostrar nossos mais nobres e ambiciosos projetos para encontrarmos as soluções certas para os lugares certos na hora certa. Será também preciso repensar nosso papel num mundo mutável no qual queremos e devemos ser pioneiros. São os alimentos que nos permitem viver e encontrarmo-nos, eles são nossa identidade e nossa janela para o mundo”.

O Congresso Internacional Slow Food está certificado como evento isento de carbono graças à contribuição do Grupo SouthPole – uma companhia internacional especializada na redução de emissões de gases de efeito estufa que oferece uma ampla gama de soluções sustentáveis tanto para empresas públicas como privadas. O Grupo SouthPole compensará as pegadas ambientais geradas pelo congresso, incluso o transporte aéreo, através do projeto Huóshui de agrupamento de pequenas centrais hidrelétricas (Huóshui Grouped Small Hydropower project).

A realização do Congresso Internacional Slow Food é possível graças ao apoio dos seguintes parceiros: Autogrill, Colussi, Di Martino, Eataly, Lavazza e Rivetti. Parceiro Jurídico: BLB Studio Legale.conta com mais de um milhão de ativistas, chefs, especialistas, jovens, agricultores, pescadores e acadêmicos, em mais de 160 países. A rede tem mais de 100.000 associados Slow Food, reunidos em 1.500 convivia, os grupos locais, que contribuem ao financiamento da associação através de suas quotas de inscrição, e que participam dos inúmeros eventos e campanhas organizados localmente. Aos associados acrescentam-se as 2.400 comunidades do alimento do Terra Madre, que praticam uma produção agroalimentar sustentável e de pequena escala no mundo inteiro.

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