57 novas Fortalezas de Slow Food estarão em Terra Madre Salone del Gusto. Já ultrapassamos a marca de 500 Fortalezas no mundo inteiro!

01 Sep 2016 | Portuguese

Teremos 57 novas Fortalezas acolhidas em Terra Madre Salone del Gusto (de 22 a 26 de setembro em Turim, Itália): elas chegam de 18 Países e pertencem ao ambicioso projeto da Fundação Slow Food para a Biodiversidade que objetiva defender as pequenas produções tradicionais e promover produtos sob risco de extinção.

A Fundação Slow Food alcançou nestes últimos dias uma meta importante com a instituição da 500ª Fortaleza: Pimenta Serrano de Tlaola do México – uma Fortaleza integralmente feminina, exemplo de comprometimento das mulheres indígenas e de emancipação tanto social como econômica ligada à redescoberta e à valorização da biodiversidade.

O tema de Terra Madre Salone del Gusto – querer bem à terra – faz com que as 300 Fortalezas presentes no evento tornem-se porta-bandeiras de uma rede que, nestes últimos anos, deu proteção a 500 especialidades locais dentre as quais encontram-se queijos feitos com leite cru, raças e derivados animais, variedades vegetais, méis, técnicas tradicionais e recursos ictíicos.

Pela primeira vez 29 Fortalezas internacionais procedentes da Europa, África, Ásia e das Américas estarão representadas no parque Valentino. Somente na Itália há 28 Fortalezas dentre as quais está também a primeira delas que abarca o território nacional: a do Azeite extravirgem. Todas as Fortalezas italianas estarão em via Roma e Piazza San Carlo, no centro de Turim.

 

Novas Fortalezas internacionais

Na África a rede Slow Food encontra-se em 30 Países e empenha-se em promover os alimentos locais e a biodiversidade, através de Fortalezas e de 3000 hortas comunitárias e escolares.

Quatro Fortalezas novas chegam da África para Terra Madre Salone del Gusto e são: Café Robusta de São Tomé e Príncipe, um café com sabor equilibrado, aromático e suave; Inhame trepadeira, um tubérculo da Uganda conhecido com o nome de balugu, que pode ser consumido cru, fervido ou frito; Sal de Baleni da África do Sul, recolhido somente por mulheres numa fonte a poucos metros do rio Klein Letaba; Mel de abelhas melíponas de Arusha (Tanzânia), um mel líquido de mil-flores, com sabor agridoce, produzido por abelhas pretas sem ferrão, encontradas nas imediações da aldeia Ngurdoto, no norte do País.

A presença das Américas é significativa.

Vindo do Canada, haverá o Salmão Sockeye do rio Okanagan, pescado pelas populações indígenas Syilx, que seguem sistemas tradicionais, e processado de forma que todas as partes do animal sejam aproveitadas, inclusive a cabeça e as espinhas, que são utilizadas no preparo de caldos de peixe.

Vinda do México, além da 500ª Fortaleza para a Pimenta Serrano de Tlaola, haverá a de Feijões nativos de Tepetlixpa, que constam de sete variedades cultivadas de forma intercalar com cereais, hortaliças e ervas espontâneas e que possuem excelentes valores nutricionais; o Agave do Planalto Mexicano, apreciado pelo conteúdo de açúcares e pelas qualidades refrescantes de suas folhas; o Porco Glabro da Península de Yucatán, animal que, desde o período Maya, era apreciado por suas carnes de baixo teor de gordura e sabor intenso; a Abóbora da Península de Yucatán, cujas sementes, tostadas e moídas, são utilizadas para o preparo de condimentos tradicionais tal como o sikil pak; a Abelha da Península de Yucatán, uma das 16 espécies de abelhas sem ferrão que vivem nessa região, e que são fundamentais para a sobrevivência da floresta.

Vindo da Colômbia, haverá o Cacau Porcelana de Sierra Nevada de Santa Marta, uma espécie silvestre renomada pelo aroma intenso de suas sementes brancas e cuja produção faz-se de forma familiar, que será oficialmente apresentado durante Terra Madre Salone del Gusto.

Vindo do Peru haverá o Panela de Tailin, um adoçante natural produzido com cana-de-açúcar cultivada acima dos 1500 metros de altitude; haverá também a Fortaleza instituída recentemente para o tarwi, melhor conhecido como tremoço, utilizado em muitas receitas tradicionais tal como o picante, um prato à base de batatas, pimentões amarelos, cebolas, alho, milho tostado, pimenta rocoto e, é claro, tremoços.

Vindo do Brasil, teremos o Mel de Abelhas Mandaçaia da Caatinga, produzido por abelhas sem ferrão e caracterizado por seu aroma floral muito persistente; haverá também o Maracujá da Caatinga, consumido fresco e transformado em suco.

A Ásia estará representada por três novas Fortalezas indonésias: o mel cingagoler de abelhas melíferas, com sua cor marrom escuro e aroma de flores de coco; o Óleo de Nozes de Tengkawang, também denominado manteiga verde e obtido a partir da transformação dos frutos de uma planta indígena típica de Bornéu; as Antigas Variedades de Bananas de Yogyakarta, que crescem numa região vulcânica da província de Java e que, servidas frescas, fritas, secas ou em purê, formam a base da cozinha tradicional.

As novidades europeias serão dez: a Croácia apresentará o Varenik de Pelješac, um xarope açucarado obtido com a fermentação do mosto de uva, enquanto da Macedônia chegará a Abelha Melífera, criada de forma tradicional nos trmki, pequenas colmeias cônicas de palha, juncos e barro; e A Uva Stanushina, da qual obtém-se o vinho kominyak, de cor vermelho rubi, e o madzun, uma bebida tradicionalmente usada como remédio. Encontramos também o Tomate cor-de-rosa de Kurtovo Konare da Bulgária, muito apreciado por sua doçura e polpa carnosa e o Porco de Bazna da Romênia, caraterizado por pelagem preta e uma cinta de cerdas brancas que circunda parte do tronco e dos membros anteriores. A República Tcheca trará a Turim a Sorveira da Morávia Eslovaca, cujos frutos podem ser consumidos quer secos, quer como conservas, aguardentes e licores.

Da Grã-Bretanha, o Stichelton de leite cru, um queijo redondo de cor azul feito com leite cru bovino de acordo com a tradição. Seu único produtor acaba de enfrentar uma batalha (na qual contou também com o apoio de Slow Food) para tentar modificar o regulamento da produção de queijo Stliton que, obrigando a pasteurizar o leite, impede que a Fortaleza possa usar esse nome histórico.

Concluindo, a Áustria apresentará as antigas variedades de cerejas de Leithaberg, com casca sutil e intensa cor vermelho-marrom, ainda cultivadas juntamente com árvores de frutos e videiras, o Centeio Waldstaude de Waldviertel, uma antiga variedade com sabor intenso e elevado teor de vitaminas e minerais, semeado numa região coberta por florestas; e o Gado Blondvieh de Waldviertel, apto para a vida nos pastos e nos bosques da região, criados pelo leite e ótima carne.

Todas as novidades sobre Terra Madre Salone del Gusto 2016 estão online no site: http://www.salonedelgusto.com, a partir do qual também é possível solicitar o credenciamento para imprensa (http://www.salonedelgusto.com/en/info-accreditation/).

Para mais informações dirijam-se a:

Slow Food, +39 329 83 212 85, [email protected] – Twitter: @SlowFoodPress

Região Piemonte, +39 011 432 2549, +39 335 7586327, [email protected]

Prefeitura de Turim, +39 011 01121976, +39 3421100131, [email protected]

A realização de Terra Madre Salone del Gusto é possível graças ao apoio de inúmeras entidades dentre as quais mencionamos os Parceiros Oficiais: Lurisia, Pastificio di Martino, Radeberger Gruppe Italia, Lavazza, Sapori, Iren, Intesa San Paolo, Elpe; com a contribuição de Coldiretti; os patrocinadores da Fondazione Terra Madre e de Slow Food: Compagnia di San Paolo, Fondazione CRT- Cassa di Risparmio di Torino e Associação das Fundações de origem bancária do Piemonte. Com o apoio de IFAD, União Europeia e CIA.

Slow Food é uma organização internacional que compromete-se em fazer com que todos possam conhecer e apreciar os bons alimentos: bons para os que deles se nutrem, para os que os cultivam e para o meio ambiente. Slow Food abarca mais de um milhão de entusiastas, chefs, especialistas, jovens, produtores, pescadores e acadêmicos em 160 Países. Dentre eles, 100.000 sócios pertencentes a 1.500 grupos locais que contribuem ao financiamento da associação através de uma quota de inscrição e que participam dos inúmeros eventos organizados no território. Aos sócios acrescentam-se as 2.400 comunidades do alimento de Terra Madre empenhadas na produção agroalimentar sustentável e de pequena escala.

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