Slow Food East Africa e Heritage Foods Africa unem forças na KARIBU/KILIFAIR para destacar a importância que a proteção dos alimentos locais tem para a nossa saúde e o meio ambiente

As redes nacionais Slow Food da Tanzânia, Quênia e Uganda dividirão um stand, em parceria com a Fundação Heritage Foods Africana KARIBU/KILIFAIR em Arusha, na Tanzânia, de 7 a 9 de Junho. Produtores e ativistas da rede irão exibir e comercializar 10 produtos tradicionais em risco de extinção (que se tornaram Fortalezas Slow Food para serem protegidos), e outros alimentos tradicionais nativos dos três países. O stand vai acolher sessões de exibição culinária com membros da Aliança dos Cozinheiros Slow Food, com bancas de feira,  encontros e seminários que tratarão da importância da proteção da biodiversidade e gastronomia locais.

Cada dia será dedicado a produtos tradicionais e à culinária de um país diferente:

Dia 7 de Junho – UGANDA

“Ao contrário de outros países onde as nozes são frequentemente consumidas como snacks ou como condimentos, na Uganda elas são parte integrante das refeições diárias” – afirma John Wanyu, do Slow Food Uganda. “Além dos famosos amendoins, a África Oriental possui uma extraordinária noz conhecida como Vigna unguiculata (Oysternut) que é importante para a agrofloresta. É consumida fresca, seca, torrada ou até mesmo moída transformando-se em pasta que acompanha outros vegetais e pratos de carne”. O Chef Nassozi Kezia, do distrito de Mukono, irá preparar o Oysternuts Luwombo, uma iguaria tradicional com pasta de oysternut e cogumelos Luwombo acompanhada com purê de banana verde “Black Nakitembe“, uma das inúmeras variedades de bananas que crescem em Uganda.

O Slow Food Uganda também irá exibir diversas variedades locais de café (como o Mount Elgon Nyasaland Coffee e o Luwero Kisansa Coffee, ambos Fortalezas de Slow Food), além das variedades de Milho pequeno Teso Kyere  (que tornou-se Fortaleza de Slow Food em 2016 para contrastar a crescente presença de variedades de alto rendimento promovidas por institutos de pesquisa regionais e empresas estrangeiras). Também será exibida na feira uma das muitas variedades de banana (como a Banana da terra Bugonya Kayinja), que não é consumida fresca e sim utilizada na produção de cerveja e de bebidas alcoólicas.

Dia 8 de Junho – QUÊNIA

“Eu vou participar do Kilifair para mudar o planeta” – diz Priscilla Nzamalu, da comunidade Slow Food da Kibwezi Permaculture, que mostrará os notáveis valores nutricionais do baobá e os benefícios que ele proporciona à saúde. “Se os médicos de hoje não se tornarem nutricionistas, então os nutricionistas de hoje se tornarão os médicos de amanhã. Precisamos agir agora para preservar nossa rica biodiversidade alimentar e nossa produção local que segue a filosofia boa, limpa e justa do Slow Food”.

Do Quênia, Martin Muhia Nyambura participará do evento cozinhando um ensopado de legumes servido com croquetes de batata doce de Muibai , servido sobre uma cama de folhas de abóbora Lare  e folhas de feijão-frade Itamba (Kunde). Ele atualmente trabalha no restaurante da embaixada da UE em Nairobi e trabalhou incansavelmente para promover pratos tradicionais quenianos desenvolvendo, paralelamente, iniciativas para lutar contra o desperdício de alimentos.

Os produtos tradicionais do Quênia serão exibidos na feira, incluindo  Ovelha Red Maasai, Mel Ogiek , Abobora Lare, Ortigas secas da Floresta Mau, Sal no Junco do Rio Nzoia (Todos eles Fortalezas de Slow Food).

Dia 9 de Junho – TANZÂNIA

O chef James John Mshana do povo Pare irá preparar o Red Maasai Sheep Spit Braam. A ovelha (Fortaleza Slow Food do Quênia), que é um ovino nativo tradicionalmente crescido pela comunidade Maasai na África Oriental, será doada pela comunidade Maasai Ngorongoro. Os produtos tradicionais serão exibidos durante a feira, e dentre eles estará também a Fortaleza para o mel da  Abelha Melípona Arusha, que chegou à beira da extinção devido ao desmatamento e à poluição mas que foi salva em 1996 graças às mulheres da associação Umangu. Nativa da Africa Oriental, o Oysternut, ou ‘Kweme’  na língua Suaíli, tornou-se o primeiro dos alimentos do Heritage Foods Africa e seu carro-chefe: trata-se de uma fonte de alimentação nutritiva, fácil de se cultivar e que protege as florestas de montanha. Suas sementes crescem como uma videira em sistemas agroflorestais tradicionais conhecidos como hortas caseiras, que foram reconhecidas pelos cientistas como vitais para a proteção da biodiversidade e o sustento das comunidades. A semente contém 66% de gordura e 27% de proteína. Embora atualmente seja consumido localmente, a Heritage Foods pretende criar uma nova linha de produtos para comercializá-lo, para que os agricultores locais possam aumentar suas rendas familiares e garantir uma fonte de alimentos, melhorar a nutrição da comunidade e ao mesmo tempo, preservar as florestas. Vários cafés, chás de frutas, raízes, tubérculos, vegetais folhosos, pós, sementes, mel e bananas além de variedades de frutas locais estarão disponíveis para apresentar a rica biodiversidade da Tanzânia.

A parceria entre o Slow Food e a Heritage Food Africa visa incentivar indivíduos e indústrias a buscar, através da gastronomia, um ambiente alimentar que seja sustentável, saudável e inclusivo. A missão conjunta é transformar os nossos ambientes alimentares através da revalorização e da proteção de uma gastronomia que tem suas raízes em culturas alimentares locais, na inclusão, no sabor, na produção alimentar regional e sazonal, e também respeitando a biodiversidade e os limites do planeta.

“A colaboração entre a Heritage Food Africa e a Slow Food é oportuna e inestimável” – afirmam Dr. Elifuraha Laltaika e Dr. Miriam Matinda, Diretores do HFA. “Na Tanzânia e na região da África Oriental, não há melhor e maior feira que possa enviar a mensagem de que o patrimônio de alimentos saudáveis é importante não apenas para produtores e consumidores em pequena escala, mas também para o planeta. Estamos confiantes de que a aliança HFA – Slow Food em Kilifair irá revigorar a paixão em múltiplos setores para que tenhamos um novo e significativo conceito de conservação regional e global; que teremos mais apoio para as hortas domésticas e que será priorizada a mitigação e adaptação às mudanças climáticas que trará bene benefícios para nossa geração e para as gerações vindouras.”

Você encontrará o estande da HFA & SF East Africa no estande F18 (ao lado da praça de alimentação e da Adega Red & White).

Para mais informações contate

Rose Swai, SF Tanzania, choicecoffee2006@hotmail.com

John Wanyu, SF Uganda, j.wanyu@slowfood.it

Samson Ngugi, SF Kenya, s.ngugi@slowfood.it

Gabinete de Imprensa, SF, internationalpress@slowfood.it

Marlies Gabriel, HFA m.gabriel@heritagefoodsafrica.com

KARIBU/KILIFAIR é a feira internacional líder em turismo ao ar livre e da indústria na Tanzânia, pois promove e apresenta empresas sedeadas na região do Kilimanjaro, na Tanzânia e orientadas para a África Oriental. A Feira terá lugar em Arusha, de 7 a 9 de junho.

O Slow Food é uma rede global de comunidades locais fundada em 1989 com o objetivo de lutar contra o desaparecimento das tradições alimentares locais e contra a difusão da cultura do fast food. Desde então, o Slow Food cresceu, tornando-se um movimento global que envolve milhões de pessoas em mais de 160 países e que trabalha para que todos possam ter acesso a um alimento bom, limpo e justo. O Slow Food é, portanto, uma grande associação que, todo ano, envolve milhões de pessoas.

Heritage Foods Africa é uma empresa social que visa trazer de volta às mesas os alimentos tradicionais, nutritivos e ambientalmente limpos que desempenham um papel fundamental na preservação da biodiversidade, do ecossistema, da saúde e bem-estar de seu povo. Acreditam que trabalhando de perto com os pequenos agricultores para criar um mercado vigoroso para os alimentos tradicionais, será possível não apenas propiciar o aumento da renda e da segurança alimentar para os agricultores e suas famílias mas também fornecer aos consumidores locais opções alimentares mais saudáveis, além de proteger os recursos naturais e as florestas vitais.

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